Projetos

Desenvolvimento de Projetos multidisciplinares de reabilitação fluvial com a caracterização e levantamento de problemas e mais-valias a nível fluvial. Assim, desenvolvem-se soluções integradas para problemas recorrentes e fundamentais para a melhoria da qualidade de vida onde se destacam: limpezas de linhas de água (limpeza de resíduos e corte de vegetação); criação de corredores ecológicos (caracterização, seleção, recolha e aplicação de vegetação autóctone); estabilização de margens (técnicas de engenharia natural); criação de bacias de retenção (de funções múltiplas); estudos para definição de risco e limites de inundação de cheias; ações de participação pública; acompanhamento e fiscalização de obras de intervenção no âmbito de reabilitação fluvial e desenvolver estratégias municipais de intervenção fluvial.

Para a criação de um projeto de reabilitação considera-se fundamental a existência de etapas bem definidas, que sejam orientadoras para elaborar e concretizar processos e projetos de reabilitação. Definiram-se, como síntese, dez princípios de reabilitação, que pretendem ser guias de atuação na melhoria da sustentabilidade dos recursos hídricos em Portugal:

Descrição

A participação pública consiste no envolvimento ativo de autarquias, empresas, associações, escolas, população local e parceiros com diferentes interesses, nos processos de decisão de restauro e recuperação fluvial. É importante para a governança e fortalecimento das comunidades locais em torno da linha de água.

Objetivos:

Tipos de intervenção:

O meu rio precisa de um Projeto?

Mais de 48% dos rios em Portugal estão em mau estado ambiental. Os 52% restantes em quase todas as linhas de água podemos encontrar casos pontuais de problemas como: cheias, invasoras, erosão, poluição, canalização, silvados, etc.

Deveremos atuar primeiro nas linhas de água que carecem com os maiores problemas, e para isso estamos especialmente focados para linhas de água que obtenham resultados entre 4 e 5 na avaliação do IRR (Índice de Reabilitação de Rios).

As melhores Técnicas para projetos

Técnicas de Engenharia Natural com possibilidade de serem aplicadas:

  1. Gabião vivo

    A aplicação desta técnica é essencialmente para desempenhar a função de proteção contra a erosão fluvial e ao mesmo tempo servir de suporte à margem em caso de instabilidade gravítica. Este tipo de técnicas usa estruturas com elevada permeabilidade e flexibilidade.

    Gabioes 035d91edb89b4b7df052ed8e6ad28dac864491f645a7aaf025730ca545a0a11c
  2. Muro vivo

    Construção em madeira constituída por uma estrutura em forma de caixa, formada por troncos de madeira dispostos perpendicularmente, uns em relação aos outros. O seu revestimento interior deverá ser feito com pedra na base, até atingir o nível médio das águas, e a restante área de enchimento poderá ser bastante diversificada, consoante as necessidades do local a requalificar, mas essencialmente poderá ser constituída por terreno local, espécies arbustivas autóctones em torrão ou raiz nua, estacas vivas ou faxinas.

    Cribwall c354c861ce5d2d21075ceb909743bf6826c4617d2645fe47456640540780d3c9
  3. Enrocamento vivo

    Trata-se de uma técnica de defesa longitudinal contra a erosão das margens fluviais que consiste na colocação de pedras de grandes dimensões nas margens. Nos interstícios entre pedras são colocadas estacas vivas (espécies autóctones), em quincôncio e com cerca de 1,0 a 1,5 metros de comprimento. Nos enrocamentos, as estacas colocadas nos espaços entre as pedras devem ser inseridas até atingirem o solo.

    Enrrocamento ef16c5a4e25f916ec539227f5ef11a8c73fc9c4733393923b18be0c2f552bb32
  4. Manto de fibra de cocô

    O solo da margem é trabalhado até ter uma inclinação de 30º-45º de declive, onde é então estendida a manta de fibra de cocô da base (junto à água) até ao topo. São colocadas estacas no solo em toda a sua área com espaçamento na transversal e longitudinal de 90-100 cm. Estas estacas são ligadas entre si, transversalmente e/ou longitudinalmente por mais estacas que são colocadas por cima da manta de fibra de coco e pregadas, no mínimo a 3 estacas enterradas para manter a manta de fibra de coco no solo. Podem ser utilizadas estacas vivas no solo para prender a manta.

    Fibra d675c10addb972933a70e9c4b47ab5823995f6fc6be3d1d4ae626b4d4b20a6a3
  5. Estacaria viva

    Esta técnica consiste na execução de estacaria de espécies autóctones vizinhas à área de intervenção. Quanto maior for a estaca, maior será a profundidade em que se desenvolverão as raízes e portanto maior será a estabilidade. A sua aplicação no terreno deve garantir que a estaca esteja sempre em humidade permanente, isto é que seja atingido o nível freático, especialmente no verão.

    Estacaria c709cde343e0e6d81e6acd1896c0386c2677a1d86ddd09296076b5270820c283
  6. Plantações de árvores e arbustos autóctones

    Pontualmente recorre-se à plantação de árvores e arbustos autóctones com dimensões compreendidas entre 40 cm e 1 m para favorecer o desenvolvimento junto a caminhos e parques de lazer.

  7. Faxinas vivas

    Esta técnica de estabilização de margens refere-se de uma construção hidráulica longitudinal, utilizada na consolidação de bases de margens fluviais. Consiste na elaboração de feixes de ramas vivas ou não, com um diâmetro variável e um comprimento adaptado à aplicação projetada variando entre 2 e 4 metros.

    Faxinas 5d6f7cc9aebb726c297a8e757fc3ff5689821d7210c4b41182de89189e0185f9
  8. Entrançado vivo

    Consiste numa estrutura linear onde as estacas vivas se encontram dispostas de forma entrançada entre prumos de madeira verticais cravados no terreno, formando uma parede flexível e altamente resistente à erosão provocada pela água.

    Entrancado d6b3df345d44b46d3409f78d611f86d25bb3b8312c3c14d0aa9666fc97e15308
  9. Micro e mini açudes

    Fundamental para evitar a incisão do leito, facilitar a prática de rega de campos agrícolas, promover a oxigenação e autodepuração da água e aumentar a heterogeneidade de habitats para as espécies aquáticas. Os açudes podem ser construídos com pedra local ou da região e com troncos de árvores existentes no local.

  10. Construção de charco

    Os charcos são massas de água parada ou de corrente muito reduzida, de carácter permanente ou temporário (Figuras 37 e 38). A preparação do terreno é criada através de uma marcação no local, contornando a área a escavar com estacas unidas por um cordel ou fazendo uma pequena vala para escavação. O charco deverá ter uma profundidade superior a 1,5m.

    Charco 26427231eee254e0e378cdd1bdc42d46b8ae851609e5655733d101b82eebdd39